A exposição de lixo sai do meio político e invade as exposições de arte. Em que pese o argumento de que devemos ter liberdade de expressão, há também liberdade religiosa, e esta compreende o direito de professar uma fé ou de poder negar uma fé, desde que não se ofenda a crença de alguém.
Durante a semana estamos vendo os jornais invadidos pelo lixo da corrupção que preenchem os limites do compartimento político brasileiro. O ministro Fachin em 21 de setembro enviou para a Câmara denúncia de obstrução de justiça e organização criminosa contra o presidente Michel Temer, a decisão foi tomada pela maioria do STF.
O STF com seus membros indicados como Dias Tóffoli, Lewandowski, Fachin, Alexandre Moraes e outros com seus passados maculados pelo vínculo com campanhas políticas, prestação de trabalho a partidos políticos e outros vínculos institucionais, deveria tornar-se impedidos de atuar nestes casos.
A câmara se decidir que as denúncias contra o Vice de Dilma são de fato crime, ocorrerá a ida do processo ao STF, o que desencadeará o rito do processo de impeachment do indivíduo eleito pelos votos petistas.
A defesa do presidente Temer tentou alegar a necessidade do julgamento prévio dos irmãos, Wesley e Joesley, mas o ministro Fachin rejeitou o pedido da defesa: somente o ministro Gilmar Mendes se posicionou contra o envio do processo à câmara.
Rodrigo Maia veio a público queixar-se do PMDB estar aliciando membros do partido Democratas para o PMDB. Ele mesmo, Rodrigo Maia, o campeão de gastos em voos com jatinhos da força aérea para visitar a mamãe nos finais de semana.
Em reunião a portas fechadas numa loja maçônica em Brasília o Sr. General Antônio Hamilton Martins Mourão, ao ser provocado numa pergunta, sobre as obrigações constitucionais do exército frente à grave crise que o Brasil enfrenta e sobre a possibilidade de uma ação de intervenção militar, iniciou respondendo que seguia as orientações do General Villas Boas de que o exército fosse instrumento de estabilidade, legalidade e legitimidade.
Disse ainda que no momento não cabia uma ação militar, mas que diante de uma situação de instabilidade poderia haver uma ação dentro do que preceitua nossa constituição. Afirmou ainda a necessidade da prisão de quem tivesse cometido ilícitos.
Em primeiro lugar algo que foi falado a portas fechadas nunca devia ter sido divulgado, pois há ambientes em que certas falas são tidas como segredo, como se fosse um confessionário.
Mas uma vez tendo vasado o vídeo deste militar exemplar que é o General Mourão, políticos como Gleisi Hoffmann saíram como pássaros gralhando, pedindo punição ao excelentíssimo General.
A oposição à fala do Sr. General em dizer que corruptos tem que ser presos, é compreendida pelo povo brasileiro como vestir a carapuça de ilícitos cometidos. Vejamos pois que Paulo Bernardo, Ernesto Kugler e Gleisi Hoffmann são acusados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por suposto recebimento de valores desviados da Petrobrás para a campanha ao senado em 2010. Há ainda denúncia de que Paulo Bernardo quando ocupava o ministério do planejamento, desviava dinheiro de aposentados para a campanha de Gleisi em 2010.
Outros como Lindbergh Farias e Randolfe Rodrigues fizeram discursos encalorados contra o General Mourão. Randolfe chegou a chamar o Sr. General de maluco. Em reposta ao descontrolado senador Randolfe o General de Brigada Paulo Chagas pediu que o senador se retratasse publicamente por ter ofendido o Sr. General Mourão.
Segundo pesquisa feita pela empresa MK o exército tem 80,1%, de credibilidade perante a população, em contrapartida, somente 6%, da população confia na classe política, isto segundo pesquisa feita pela GfK, publicada no jornal o Estado de São Paulo em 11 de maio de 2016.
Como se não bastasse esta escória política que desgraça o Brasil, querer afrontar as Forças Armadas, no dia 9 de setembro, estava em curso uma exposição de nome QueerMuseum em Porto Alegre. Nela eram exibidas hóstias, que são tidas como sagradas para os católicos, com inscrições como ânus, vagina e outros desrespeitos à fé cristã e à liberdade religiosa.
Havia no museu a exposição de cenas de relações sexuais, inclusive com animais, ao lado da imagem de Cristo. Havia também outros desrespeitos como a obra de Fernado Baril intitulada “Cruzando Jesus Cristo com Deusa Chiva”.
Movimentos Cristãos e o Movimento Brasil Livre mediante protestos e ações na internet conseguiram que a mostra desrespeitosa fosse fechada. Se cristãos fossem radicais o destino da “exposição” teria sido a mesma do periódico Charlie ao ofender a fé muçulmana.
O lixo da política se infiltra na sociedade brasileira como um câncer, que se alastra por um organismo; há necessidade de que artistas ponham a mão na consciência e não permitam que estas barbáries da política destruam a arte, o Brasil e nossa cultura.
23 de setembro de 2017 – Walbert de Paula Souza