REMINISCÊNCIAS

Adeus

Adeus… A vida que inicia com o milagre da concepção, transcorre com sucessão de fatos e atos, que moldam o intelecto, são determinantes do caráter da pessoa.
Assim, aqueles que têm a felicidade de nascer em meio favorável, originários de famílias estruturadas em princípios sólidos, fundamentados em regras sociais, em religiosidades, respeitam e adotam os desígnios sociais, têm as melhores oportunidades de atingir o objetivo maior ao qual foram criados, serem felizes e integrados ao meio ambiente. Não são todos que conseguem o ajustamento à sociedade, poucos divergem e sofrem as consequências do desajuste.
Pessoas há que integradas ao meio social, observando as normas, ajustadas à sociedade, se destacam em face de qualidades inerentes ao caráter, à pessoa, tais como resiliência, paciência, simpatia, doação, compreensão entre outras, que polarizam, tal qual imã age com a limalha, é polo, é atração irresistível.
Entretanto, toda história tem começo, meio e fim. Não são diferentes as pessoas. Nascem, crescem, envelhecem e morrem, processo natural, obra do Criador. Permanecem, porém, das pessoas os feitos, as obras, as lembranças, as saudades… Se o nascimento é razão para alegria, festejos, promessas, esperanças, a morte, se resume em tristeza, desesperança, infinita mágoa, sentimento de incapacidade…
Ontem, no fim da tarde, de dia cinzento, assisti vencido o fechamento do féretro que continha o corpo inerte de minha irmã derrotada por enfermidades, destino certo de todos que, de modo em geral, inaceitável, inconcebível, rejeitado, porém inexorável.
Derrotado pela imutabilidade dos fatos, quando levada à tumba, tive consciência do pleno sentido do termo adeus. Siga irmã a Deus…
20/04/2022

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