NACO DE PROSA

Aplausos a Odilon Muncinelli

Dezenove anos escrevendo para a sua Coluna “Milho no Monjolo”. Então, Odilon Muncinelli está completando Bodas de Água-marinha ou Cretone. O nobre colunista traz sempre a sua coluna repleta de vida, beleza, conhecimento e muita história, que transmite aos seus leitores. Também se parece com o Cretone, que é um tecido muito forte, assim como “Milho no Monjolo” que adquiriu resistência durante os dezenove anos de escrita constante. Parabenizá-lo por esta simbiose entre ele e sua coluna é significativo, pois é merecedor de grandes homenagens.
Não é apenas a homenagem feita que lhe traz alegria. É, antes de tudo, o reconhecimento do trabalho dedicado, que nosso querido Odilon executa com maior empenho.
É também ter a consciência de que faz parte da vida das pessoas, pois não é apenas uma coluna no jornal. Há muitas pessoas envolvidas às quais recebem informação, conhecimento e o carinho que é empreendido no exercício da atividade de comunicação. Odilon não é apenas conhecido, ele é reconhecido pelo que faz a nós, seus leitores. Criou sua marca, a ousadia na escrita e o compromisso com a verdade. É um historiador que não manda recado, pesquisa, registra e continua a caminhada no garimpo das letras sem medo de errar. Fatos importantes não escapam de seu olhar de águia, pois enxerga além do óbvio. Leva a sério a ética, a veracidade, a transparência, a imparcialidade e o respeito ao próximo. O extraordinário não o move, porém, as notícias, a história relevante à população são sua preocupação constante, sempre defendeu que todos têm o direito às informações.
O Jornal O Comércio tem o privilégio de contar com ele, Odilon Muncinelli, que se engajou com a história das nossas cidades e arredores.
Já escrevi que Odilon não é homem de ponto final, mas de vírgulas, pois para ele não há assunto esgotado. Os fatos do passado para ele são riquezas, que garimpa para encontrar o tesouro que registra atualmente. Podemos comparar Odilon a um profeta, mas que olha para trás em busca da história para nos informar.
Miguel de Cervantes disse que o poeta pode contar ou cantar as coisas, não como foram, mas como deviam ser; e o historiador há de escrevê-las, não como deviam ser e sim como foram, sem acrescentar ou tirar nada à verdade. E, nosso colunista é fiel aos acontecimentos, que nos conta.
Odilon Muncinelli segue os mesmos princípios de Joseph Pulitzer, que foi jornalista e historiador húngaro de 1847, uma figura proeminente no meio jornalístico.
“Seja breve para que eles leiam; claro para que eles gostem; original para que eles não esqueçam e, acima de tudo; preciso para que sejam guiados por sua luz.” Odilon segue tais princípios em sua coluna “Milho no Monjolo”. Por isso, é extremamente agradável ler os fatos relatados por ele. Nós, seus leitores é que somos o termômetro, porque lemos todas as suas publicações.
Caríssimo escritor da coluna ” Milho no Monjolo”, dezenove anos frente à história, que nos aquece, instiga e nos informa. É claro que eu não poderia deixar de parabenizá-lo, pois é um colunista dos melhores.
Parabenizo-o por sua fidelidade às palavras, às histórias. Merece todos os aplausos. Parabéns por ser sempre tão íntegro!
Abraços.

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